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DEPÓSITO DE LIXO A CÉU ABERTO, SÃO DOMINGOS, REPÚBLICA DOMINICANA

Desde 1996, a República Dominicana tem um crescimento econômico espetacular, apoiado principalmente no turismo. Mas apesar de trazerem divisas, os milhões de turistas instalados em hotéis à beira-mar também produzem uma enorme massa de lixo. E o país sofre com uma total falta de infraestrutura de tratamento de lixo. Desse modo, menos de 7% do lixo sólido é reciclado e, quando o é, isso é feito de maneira informal. A maior parte do lixo termina em lixões não controlados, que contaminam a costa e as proximidades da capital, São Domingos. No interior da ilha, inúmeras cidades não dispõem nem de serviços de coleta. O lixo coletado de 4 milhões de habitantes da aglomeração de São Domingos é descarregado em terrenos abertos e sem controle. Proliferação de doenças, degradação da paisagem, odores pestilentos, emanações de gases tóxicos, contaminação das águas e dos solos: os níveis de poluição são altíssimos. A incineração episódica desse lixo é a causa de 20% da poluição do ar e, fato bastante preocupante, o lixo tóxico dos hospitais não é tratado separadamente. Numa região situada no meio da cintura dos ciclones e atingida regularmente por fortes tempestades, as consequências na saúde da população, no turismo e no meio ambiente são particularmente graves.


Entre 1992 e 2010, a produção mundial de plástico passou de 116 a 265 milhões de toneladas.
Fonte: PNUMA