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MONTE EVEREST, HIMALAIA, NEPAL

No maciço do Himalaia, o monte Everest, ponto culminante do planeta, eleva-se a 8.848m de altitude. Sagar-matha, “aquele cuja cabeça encosta no céu” em nepalês, ou Chomolongma, “Deusa-Mãe do mundo” em tibetano, também tem o nome do coronel britânico George Everest, encarregado de estabelecer a cartografia do relevo das Índias em 1852. Mas só em 29 de maio de 1953 o “teto do mundo” foi pisado pela primeira vez, pelo alpinista neozelandês Edmund Hillary e pelo xerpa nepalês Norgay Tensing. Apesar de vistas como invencíveis e imutáveis, as montanhas do Himalaia estão em plena mutação ecológica. A elevação das temperaturas na região (1°C a mais desde 1970) leva a um derretimento generalizado das geleiras, e os lagos de altitude enchem tão rápido que alguns poderiam transbordar ou romper suas bacias, pondo em risco a vida de milhões de pessoas nos vales. Três quartos das geleiras himalaicas estão recuando. Esse recuo atingiu uma média de 3,75km em 15 anos. Em longo prazo, as consequências serão consideráveis, pois as geleiras de montanha são a fonte dos principais grandes rios e fornecem água a 1/6 da população mundial. Agindo como um reservatório de água, as geleiras sustentam a vazão de estiagem dos cursos fluviais.


Em 20 anos, numa amostra de 30 geleiras, o ritmo anual de degelo quase duplicou.
Fonte : WGMS 2010