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RESÍDUOS DE UMA EXPLORAÇÃO DE MÁRMORE PERTO DE KISHANGARH, RAJASTÃO, ÍNDIA

Importante região de extração de mármore, o Rajastão é famoso pela qualidade e diversidade de seus mármores. O termo “mármore” designa, de forma genérica, rochas fáceis de moldar. Em geral, trata-se de calcários compactos extraídos de pedreiras a céu aberto. As variações e nuances de cores do mármore ocorrem graças à presença de outros minerais na rocha. O mármore é um material prestigioso usado desde a Antiguidade nas construções humanas, sendo as mais famosas o Taj Mahal e o Partenon. No Rajastão, de onde vem 90% da produção indiana, a extração do mármore gera graves problemas ambientais. Em 2002, após uma decisão da justiça, o fechamento de quase 600 minas foi decidido por causarem danos ao meio ambiente, mas ele foi impedido em recurso. Apesar disso, foi proibida qualquer abertura de mina. Essa região sofre com a seca e o desemprego, e o corte e o polimento do mármore, que emprega quase 100.000 pessoas, capta grande parte das reservas dos lençóis freáticos. No distrito de Kshangarh, 2 milhões de fazendeiros precisam comprar água a fornecedores particulares, pois as reservas hídricas são insuficientes. Além disso, a poeira gerada pela extração e pelo corte do mármore recobre as terras, tornando mais difíceis as atividades agrícolas e a penetração da chuva no solo.


O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) reúne informações sobre a esperança de vida, a escolarização e a renda numa só medida composta. O IDH médio do mundo cresceu em 18 % desde 1990.
Fonte: ONU / Relatório sobre o Desenvolvimento Humano